Dia Nacional da Cachaça: desafios do mercado externo

Pernambuco é líder em exportação da aguardente com a Engarrafamento Pitú

Na década de 1970, a Engarrafamento Pitú fez o primeiro embarque internacional da autêntica cachaça pernambucana, quando exportou para a Alemanha, sendo pioneira em exportação da bebida no Brasil. Hoje, prestes a completar 80 anos de existência em 2018, a fábrica de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, faz a exportação direta da aguardente para 18 países e é distribuída por uma importadora alemã em mais 48 países da Europa. Entretanto, o montante ainda representa apenas 2,1% dos 95 milhões de litros comercializados anualmente pela cachaçaria pernambucana. No Dia Nacional da Cachaça, 13 de setembro, a bebida ainda enfrenta uma série de desafios para o reconhecimento no mercado internacional.

“A cachaça é uma mera desconhecida no mercado externo. Ainda precisamos muito do incentivo do Governo para ampliar o trabalho de promoção e de divulgação do produto nos outros continentes”, explica Maria das Vitórias Cavalcanti, Diretora de Produtos e Relações Internacionais da Pitú. Hoje, a Pitú está entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo e busca alcançar voos ainda mais altos com o reconhecimento internacional da cachaça.

No Brasil, a Pitú é líder nos mercados Norte e Nordeste. Já no mercado externo é líder absoluta, sendo a maior exportadora de cachaça do Brasil. Por ser uma cachaça para todos os gostos, a empresa se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo. Na Europa, a Pitú comanda o mercado e tem a Alemanha como o país líder em consumo. Outros países do Velho Continente, também importantes para a marca, são Áustria, Suíça, Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Irlanda e França. Nos demais continentes a Pitú também está presente e se mostra líder em alguns países, como nos Estados Unidos. A bebida marca presença importante na Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Índia, México, Angola, Tailândia, África do Sul e Emirados Árabes.

“A cachaça precisa de mais divulgação e promoção institucional da categoria para tornar o produto conhecido no mercado externo, evitando assim, que seja confundida com outros destilados como rum, vodca, etc. Na verdade, o consumidor estrangeiro conhece mais o coquetel caipirinha que a cachaça. A Pitú realiza treinamentos com os seus distribuidores sobre a produção do produto, bem como promove degustações e faz distribuição de materiais promocionais para bares e restaurantes. É importante que os estrangeiros conheçam as mais variadas formas de se consumir a cachaça”, complementa Maria das Vitórias Carneiro Cavalcanti.

Na China, segundo o IBRAC (Instituto Brasileiro da Cachaça), a Cachaça está em processo de reconhecimento da denominação de origem como um produto tipicamente brasileiro, conforme já obtido nos Estados Unidos, Colômbia e México. O esforço do setor é conquistar este reconhecimento em todos os países onde a bebida é comercializada. A Alemanha é o país que mais importa produtos da engarrafadora Pitú, seguida dos Estados Unidos e México.

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